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Iluminação LED: Como comprar?

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A tecnologia LED oferece muitos benefícios como economia de energia e maior vida útil. Mas afinal, como escolher o produto ideal? Confira em nosso guia de iluminação LED

 

Com certeza você já ouviu muito sobre tecnologia LED aplicada à iluminação e todos os seus benefícios. A iluminação LED ganha a cada dia mais espaço nas casas e ambientes comerciais, sendo oferecida em inúmeros formatos, preços e claro, qualidade diferentes. Mas afinal, você sabe como escolher uma lâmpada ou luminária LED?

São inúmeros fatores que influenciam na decisão de compra de um produto LED, porém, precisamos entender um pouco melhor como funciona o LED e alguns conceitos luminotécnicos.

 

Iluminação LED, o que é?

LED é um acrônimo de Light Emmiting Diode, que traduzido para o português significa Diodo Emissor de Luz, ou seja, é um diodo que quando energizado tem a capacidade de emitir luz.

Desde a década de 1960, o LEDs têm sido utilizados como luzes indicativas em painéis industriais e equipamentos eletrônicos. Devido à sua baixa luminosidade e à limitação de cores (apenas as cores vermelha ou verde eram emitidas), o uso do LED para o consumo ficou praticamente restrito à iluminação indicativa.

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Por volta de 1993, três cientistas desenvolvem o primeiro LED azul brilhante, seguido do LED branco, o que possibilitou seu uso na iluminação. Por volta de 1997, os primeiros sistemas de LED chegam ao mercado, porém a quantidade de lúmens era muito baixa, impossibilitando a troca de lâmpadas tradicionais por LED sem perda do fluxo luminoso. A tecnologia pouco avançou até meados de 2006, quando os primeiros LEDs com 100 lúmens por Watt são produzidos.

 

A tecnologia LED é tão importante, que em 2014 os três pesquisadores envolvidos no desenvolvimento do LED azul – Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura – ganharam o prêmio Nobel de física.

 

Benefícios do LED

A iluminação LED oferece inúmeros benefícios para o seu bolso e o meio ambiente, destacamos os principais:

  • Baixo consumo de energia elétrica

Em alguns modelos esta economia pode gerar em torno de 90%!

  • Vida útil muito maior

A maior parte dos modelos de lâmpadas LED possuem vida útil entre 25.000h e 35.000h. Muito maior se a compararmos a uma lâmpada incandescente comum (1000h) ou mesmo a uma lâmpada fluorescente compacta (10.000h).

 

  • Não possuem metais pesados em sua composição(como ocorre por exemplo nas lâmpada fluorescentes compactas, que possuem mercúrio).

 

Conceitos luminotécnicos e iluminação LED, qual a importância?

Até pouco tempo atrás, pouco nos preocupávamos quando precisávamos comprar uma lâmpada, para uso residencial, basicamente utilizávamos as já banidas lâmpadas incandescentes e nos baseávamos na sua potência: geralmente 40W, 60W ou 100W, sabendo que quanto maior a potência mais “forte” era a luz, e consequentemente seu consumo de energia elétrica.

 

Com o avanço da tecnologia, esta relação potência (Watts) e quantidade de luz emitida mudou completamente, podemos notar isso por exemplo com as lâmpadas fluorescentes compactas, onde uma lâmpada com apenas 15W tem o mesmo fluxo luminoso de uma lâmpada incandescente de 60W, ou seja, é a mesma “quantidade” de luz com consumo de energia muito menor. A mesma lógica se aplica à iluminação LED, onde estas diferenças nos valores tendem a ser ainda maiores.

Para saber como escolher uma lâmpada LED por exemplo, é essencial entender alguns termos luminotécnicos, vamos a eles:

 

Potência

Medida em Watts (W), é a quantidade de energia elétrica consumida pela lâmpada ou luminária.

 

Fluxo luminoso

É a quantidade de luz emitida por uma fonte luminosa durante 1 segundo. Sua unidade de medida é o lúmen, utilizamos a sigla lm.

 

 

Eficiência luminosa

É a relação entre o consumo de energia e o fluxo luminoso lm/W.

IRC

Índice de reprodução de cor, é a exatidão com que uma lâmpada ou luminária tem em representar as cores “reais”. Não possui relação com potência ou fluxo luminoso.

Temperatura de cor

Classifica a tonalidade da luz emitida por uma lâmpada ou luminária, medida em Kelvin (K) e na iluminação, geralmente classificada em fria (azul), neutras ou mornas (branco) ou quente (amarelo). Também não possui relação com potência ou fluxo luminoso.

 

Como escolher uma lâmpada LED?

O mercado brasileiro de iluminação LED começa a ser legalmente regulamentado apenas em 2014, quando o Inmetro publica a portaria 389, que determina as especificações técnicas para todas as lâmpadas de LED vendidas no Brasil. Porém, até que todo o processo reflita definitivamente nos produtos encontrados nas lojas, uma quantidade imensa de opções podem ser encontradas. Hoje existem uma diversidade muito grande no mercado, com enorme variação de preço e qualidade. Por isso, é importante se informar sobre o produto antes de adquirir, afinal, a tecnologia LED é um investimento ainda relativamente alto, com retorno a médio e longo prazo.

 

 

Eficiência luminosa, uma nova forma de se escolher lâmpadas

Como dissemos anteriormente, a eficiência luminosa é o novo parâmetro para se definir a compra de uma lâmpada LED. Imagine a lógica utilizada nos automóveis, ou seja, quantos quilômetros o veículo faz com um litro de combustível, na iluminação é a mesma lógica, porém analisamos quantos lúmens a lâmpada emite por Watt.

Para facilitar, veja os passos para não errar na compra de lâmpadas LED:

 

1) Verifique qual o tipo de soquete sua luminária possui, o mais utilizado no Brasil é o E27.

 

2) Verifique a quantidade de lúmens que você necessita para o ambiente, por exemplo, cozinhas e escritórios geralmente necessitam de maior fluxo luminoso, quartos e salas de estar podem utilizar um fluxo menor para oferecer maior conforto. Para facilitar você pode se basear nos valores aproximados das lâmpadas incandescentes comuns, onde:

40W – 450lm

60W – 800lm

100W – 1600lm

 

3) Ao escolher a lâmpada LED, baseie-se na quantidade de lúmens que ela emite, depois verifique sua potência. Por exemplo, uma lâmpada LED que produza 800lm pode consumir apenas 8W contra os 60W da incandescente.

Basta dividir a quantidade de lúmens pelos Watts. Este deve ser o fator encontrado para a compra da sua lâmpada LED, quanto maior a eficiência luminosa, mais eficiente é o produto.

Por exemplo, vamos analisar uma lâmpada LED de 8W e 600lm:

600 / 8 = 75

Logo, esta lâmpada produz 75 lúmen por Watt

4) Verifique o IRC: um fator que influencia muito no preço das lâmpadas LED é o seu índice de reprodução de cor, isso porque é tecnicamente mais difícil de se obter LEDs com alto IRC. Este índice vai de 0 a 100% e, quanto maior o número, maior é a fidelidade das cores. Novamente, você precisa verificar qual será o ambiente e seu uso para analisar o investimento necessário. Para que se tenha uma idéia, uma lâmpada incandescente tradicional tem IRC de 100% e uma lâmpada fluorescente compacta por volta de 80%.

5) Escolha a temperatura de cor, lembrando que cores frias e neutras (luz branca, por volta de 6500K) são mais indicadas para ambientes onde se deseja estimular a atividade humana, por exemplo em cozinhas e escritórios, já a luz quente (amarela, por volta de 2800K) é ideal para ambientes confortáveis como quartos e salas de estar.

 

6) Por último mas não menos importante, verifique a voltagem da lâmpada. No mercado existe opções 127V, 220V e bivolt.

 

Estes passos são os mesmos para lâmpadas ou luminárias LED, basta adequar os cálculos, multiplicando por exemplo as quantidades de lâmpadas, somando-se os lúmens e comparando com o produto LED.

 

Finalizando

O LED é uma tecnologia que deverá sim tomar conta do mercado. Seus benefícios são imbatíveis e com a concorrência justa, certificação de produtos e padronização do marcado, os preços ficarão cada vez mais acessíveis.

 

 

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